Os curitibanos têm acompanhado as greves das polícias do Rio de Janeiro e Bahia - que por sinal resultaram em mortes e problemas para o cidadão. Também acompanharam a greve de bombeiros. Mas, enquanto o problema não chegava por essas bandas, tudo dentro dos conformes. Claro que um Carnaval sem policiamento seria um problema para turistas. Mas, em Curitiba, Carnaval e polícia andou gerando problemas -ainda estão discutindo se a polícia foi extremamente violenta com os foliões no Largo da Ordem ou foi uma ação normal.
Há alguns dias, Curitiba, e até Região Metropolitana, têm sofrido com corte de água. Calor excessivo e obras resultaram em algumas horas com corte de abastecimento. Mas ainda era possível ser feliz.
Mas, nesta terça, 14 de fevereiro, Curitiba acordou sem ônibus. Motoristas e cobradores reivindicam aumento de salários e outros benefícios. Agora sim, pisaram no calo do curitibano. Não somente aquele que já paga R$2,50 pela passagem, mas até quem vai ao trabalho de carro e se viu em uma situação pior (do que já é normalmente), rodeado de congestionamentos.
O cidadão reclama, com razão. A segurança é insegura, os abastecimentos de água e luz são caros, o transporte público é caro e custa, para muitos brasileiros, a possibilidade de investir em outras necessidades.
O brasileiro tem direito a greve, assegurado pela constituição. Mas e se pensarmos diferente? E o direito de ir e vir da população? Sou a favor da greve, mas e se a paralisação não fosse a melhor maneira? E se um outro tipo de greve fosse muito mais eficaz? Será mesmo que o exemplo da Grécia é positivo, com tanta violência por todos os lados (professores, transporte, bancos e diversas categorias estão em greve)?
Algumas sugestões sempre aparecem: policiais e professores em greve trabalhando metade do tempo, ônibus rodando com catraca livre, população se juntar às demais classes trabalhadoras e sair às ruas. E se fosse greve geral?
Professores estão sendo maltratados ano após ano. E se os pais, alunos, todos os cidadãos que um dia sentaram em um banco escolar fossem às ruas? Adiantaria? O mundo pode parar? Pode! Mas o capitalismo grita, os políticos calam. As tarifas sobem e a cabeça do cidadão, cada vez mais, abaixa.
Observação 1: algumas centrais de táxis estão avisando que a espera por um pode levar 2 horas. E durante a Copa do Mundo hein? O trânsito precisa ser revisto, para ontem!
Observação 2: espera-se que as greves sejam motivo para melhoria das condições de trabalho dos policiais, bombeiros, motoristas, cobradores, professores. E, consequentemente, melhoria para a vida do cidadão. E que não sejam repassados mais gastos para o bolso do brasileiro.
Observação 3: cadê o prefeito Luciano Ducci trabalhando para resolver esse problema o mais rápido possível? A concessão do transporte público é privada, mas as autoridades precisam mostrar que não são eleitas somente para roubar em superfaturamento de obras, não é mesmo?
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