sábado, 14 de abril de 2012

Eu sei que dançar é legal, mas tenha paciência! Essa porcaria de “Que isso novinha?” (e derivadas) é um desserviço terrível a saúde pública, ao bem estar da mulher e as conquistas femininas. Vem esse Mc Saed – que tem a pachorra de declarar que está há anos aí na luta – com uma letra machista, porca, cretina e pedófila, contando sobre a novinha que ele pegou. Ah! Claro, tem quem curta, ame, adore e até comemore gol com ela. E teve a novela da Globo, também, com a versão mini funkeira, abrindo espaço para uma série de discussões.

E isso é muito mais sério do que o Rafinha Bastos falando do filho da Wanessa!

Mais de cem mulheres são agredidas a cada hora no Brasil. Cem mulheres por hora. A cada dois minutos, cinco mulheres sofrem com a violência no país. No trabalho, em casa, são diminuídas. Mulheres constantemente temem pela segurança, vide caso do estuprador de Curitiba que violentou 12 mulheres e foi preso essa semana.

Acho que o mundo já é cruel e machista o bastante. Além do mais, esse tipo de música incita a pedofilia e a sexualização de meninas, como dizer, novinhas, que acham que devem agir não como uma menina (que vai para a escola, estuda, brinca), mas como a menina da música (que se insinua para o homem). E só para constar, 28% das entradas em hospital públicos são relativos a gravidez de adolescentes. E sabe-se, também, que muitas tentam abortos clandestinos, e morrem. A culpa das meninas engravidarem não é do Mc Saed. Nem do governo ou da Globo. Mas quem não ajuda, trata de não atrapalhar né!

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Jeitinho brasileiro grita gol

O chute na bunda que o Brasil está precisando, segundo o secretário geral da FIFA, Jérôme Valcke, foi atribuído deselegantemente e indevidamente. Quem mereceria um chute não é a nação, e sim o jeitinho brasileiro, que vem vestido de terno e gravata, deixa tudo para ultima hora, já prevendo um super faturamento e desvio de verba, promovendo atrasos.

O deputado federal, Romário, ex-jogador de futebol, já anunciou que a Copa será o maior roubo da história do Brasil. As doze cidades-sedes estão com obras atrasadas. Muitas decisões dependendo de aprovações legais – como a Lei Geral da Copa. Um dos exemplos é a venda de bebidas alcoólicas nos estádios, proibida no Brasil, mas prevista na Lei Geral da Copa. Por hora, em Curitiba, o vereador Tico Kusma defende a não comercialização, pois é uma medida preventiva da nação. Outros defendem que a Copa deve ser tratada como evento à parte, portanto, tendo a permissão para bebidas, a exclusão de meia-entrada para estudantes.

Provavelmente, na briga entre os patrocinadores e as leis federais, o capital externo vai ganhar. Por mais que o Brasil venha com uma política de restrição de bebidas e liberação de meia-entrada, ao se fechar aos patrocinadores, o chute na bunda será dolorido.

Resta ao Brasil superfaturar licitações e obras, chamar as Forças Armadas para conter as torcidas alcoolizadas no trânsito caótico, com falta de táxis. E claro, pintar o rosto de verde e amarelo.