Quando a pressão econômica, desigualdade, exploração e corrupção começam a pesar na população, a saída, já historicamente assinalada, é se revoltar. A História é cíclica e certas nunces dos problemas que o Brasil enfrenta são velhas conhecidas. Durante o Brasil Colônia várias guerras e revoltas aconteceram motivadas por desigualdade, ou durante as opressões militares. As mais recentes revoltadas que constam na história brasileira foram as Diretas já (1983-1984), exigindo eleições presidenciais, dos Caras pintadas (1992), pedindo o impeachment do ex-presidente Collor diante de corrupção, e as manifestações de 2013.
Em comum as últimas tiveram grande adesão da juventude, movimentos estudantis. As manifestaçõs de 2013, porém, levantavam uma pauta de reinvindicações diversas: transporte estudantil, mais saúde, melhoria na educação, contra corrupção, inflação. Foi como uma panela de pressão que resolveu explodir. Milhares de pessoas foram as ruas protestar contra o que lhe era a gota d'água. O fruto que colhemos no século XXI, plantado ao longo de mais de 500 anos de história: desigualdade, corrupção, elites exploradoras, falta de comprometimento sério com o país.
Há também de se comentar a grande e marcante característica das manifestações de 2013: a mobilização via redes sociais. E a partir delas centenas de jovens se mobilizaram, leram, discutiram, lembraram fatos históricos, promessas de campanha, interrogaram a situação. Hackers derrubaram sites de grandes corporações, como se fossem Bastilhas virtuais. A massa foi para a rua, e os meios de comunicação de massa, no começo, não conseguiam entender, o que estava acontecendo. É a história, bebendo do passado, juntando pontos do presente, tentando construir um futuro diferente. E pelos relatos históricos, realmente, a única saída é gritar: "segurança, saúde e educação".
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